BLEFAROPLASTIA NÃO CIRÚRGICA: NOVA TÉCNICA PARA TRATAMENTO DAS PÁLPEBRAS

Nós os realçamos com lápis, decoramos com sombras cintilantes e colorimos seus cílios com rímel para torná-los ainda mais interessantes. Afinal, os olhos são considerados as “janelas da alma” e merecem destaque. No entanto, toda (e qualquer) maquiagem é inútil quando algo atrapalha sua moldura. Implacáveis, pequenas e traiçoeiras dobras de pele em excesso das pálpebras tentam obscurecer a beleza ao tornar o olhar monótono e com aspecto cansado.   

Ainda não foi inventado um cosmético capaz de eliminar pálpebras caídas, que é um dos primeiros sinais do envelhecimento. Por outro lado, uma técnica surge como uma possível solução para corrigir a flacidez da pele e dar luz e frescor à aparência – rejuvenescendo-a e dando mais harmonia ao rosto. Trata-se da intervenção estética que associa blefaro laser com peeling na missão de restaurar a luz de um olhar sem brilho e/ou abrir os olhos em que o tempo marcou presença.

Conforme explica a médica dermatologista Letícia Bortolini, o termo “blefaro” é utilizado na medicina para indicar a pálpebra. Logo, o procedimento cirúrgico que permite corrigir a flacidez dessa área é intitulado de blefaroplastia. Enquanto que a intervenção mais conservadora, que utiliza o laser em vez do bisturi, ficou conhecida como blefaro laser – ou blefaroplastia não-cirúrgica. 

“Utiliza-se o laser fracionado – um feixe de luz concentrada – na pálpebra superior afetada pelo excesso de epiderme. A luz concentrada produz pequenos furos microscópicos na pele (como uma peneira), o que faz com que ela se contraia – criando o efeito de reduzir a superfície em excesso de pele da pálpebra. Os furinhos entremeados por pele saudável ajudam na cicatrização, que é mais rápida do que se fosse ‘queimar’ a pele toda”, destaca.

Letícia Bortolini ressalta que graças a tal estímulo – em nível dérmico – as fibras de colágeno são renovadas, reorganizadas e realinhadas – tornando a epiderme mais elástica e tonificada. “Na sequência, com uma ponteira cirúrgica, pequenos furos mais profundos são feitos na pele para jogar o peeling por cima. Ele penetra até a camada muscular, o que também contribui para a contração da musculatura. O efeito é rejuvenescedor e semelhante à plástica de pálpebras”, comenta.  

A médica dermatologista esclarece que o laser não produz sangramento porque reconhece a pele como único alvo e não afeta os vasos sanguíneos. “É um tratamento ambulatorial que não requer cortes ou pontos. Permite que você volte para casa após o procedimento apenas com a pele avermelhada e pequenas crostas que desaparecem em poucos dias. Vale ressaltar que a produção de colágeno diminui após os 30 anos e estímulos são sempre importantes”, pondera.